Justiça marca audiência do acusado de matar ex-companheira e vereador a tiros em TeresinaReprodução
De acordo com a magistrada, no primeiro dia serão inquiridas as testemunhas arroladas pelo Ministério Público e da defesa. Já na segunda data da audiência serão ouvidas as demais testemunhas arroladas pelo acusado, além do interrogatório.
As sessões ocorrerão, às 09h, na 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina, de forma presencial, e também por videoconferência. Na mesma decisão, a juíza manteve a prisão preventiva do acusado.
Após 5 meses, guarda civil que matou ex-companheira e vereador a tiros em Teresina é expulso da GCM de Parnaíba
Francisco Fernando, acusado de atirar em casal no Centro de TeresinaReprodução
Francisco executou as vítimas em via pública no Centro de Teresina, no dia 27 de agosto de 2025, por não aceitar o fim do relacionamento com Penélope. À época do crime, o ex-casal havia
se separado há cinco meses e testemunhas relataram que Penélope vivia um relacionamento marcado por abusos psicológicos.
A administração municipal destacou que o crime atentou diretamente contra os princípios da legalidade, moralidade, probidade, hierarquia, disciplina e da dignidade da função pública, pilares que regem a atuação do servidor público. A portaria ressalta que, embora o servidor não estivesse formalmente em serviço no momento do crime, isso não afasta o dever funcional de manter conduta ética compatível com o cargo, sobretudo pelo uso de arma funcional, considerada bem público de uso restrito e vinculado à atividade institucional.
Durante o PAD, testemunhas foram ouvidas, mas, segundo o relatório final, limitaram-se a relatar o histórico funcional do acusado, sem conseguir afastar ou descaracterizar os fatos considerados gravíssimos. Com a publicação da portaria, a Secretaria Municipal de Gestão foi determinada a adotar todas as providências necessárias para a execução da demissão, incluindo a anotação nos assentamentos funcionais do servidor e a comunicação aos órgãos competentes.
Francisco Fernando de Oliveira Castro, de 35 anos, foi indiciado por feminicídio majorado, pela morte de Penélope, e por homicídio qualificado com quatro qualificadoras pela morte de Thiciano: motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima, meio cruel e perigo comum.
Um taxista, identificado como Paulo César Lopes Pereira, que estava no local, também foi reconhecido como vítima de tentativa de homicídio qualificado. De acordo com a delegada Nathália Figueiredo, os elementos colhidos confirmam que o crime foi premeditado. O ex-casal havia
se separado há cinco meses e testemunhas relataram que Penélope vivia um relacionamento marcado por abusos psicológicos.
Fonte: Portal A10+