quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Polícias Civil do Piauí e do Goiás deflagram operação contra grupo criminoso

O grupo é investigado por golpes virtuais e lavagem de dinheiro



A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio da Polícia Civil, participou, nesta quarta-feira (28), da Operação Cripto-Quimera, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás contra uma associação criminosa interestadual investigada por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. A operação teve como objetivo o cumprimento de 14 mandados de prisão temporária e 19 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram em Parnaíba, no litoral do Piauí, e nos municípios paulistas de São Paulo, Guarulhos, Osasco e Guarujá.

As investigações tiveram início a partir de uma ocorrência registrada em Goiânia (GO), após um golpe virtual praticado em março de 2023. Na ocasião, os criminosos invadiram o perfil de uma rede social de uma pessoa do círculo de confiança da vítima e passaram a divulgar falsas oportunidades de investimento em criptomoedas, com promessas de rendimentos elevados e imediatos.

Acreditando na legitimidade da publicação, a vítima iniciou contato pela rede social e foi direcionada a supostos atendentes e supervisores de uma plataforma de investimentos. Durante as conversas, os investigados a convenceram a instalar um aplicativo de suporte e acesso remoto no celular, sob o pretexto de auxiliar na configuração de uma carteira digital.

Com o controle remoto do aparelho, os criminosos realizaram diversas transferências bancárias em um intervalo de 24 horas, movimentando R$ 477.083,79. Desse total, R$ 226.978,46 foram estornados, resultando em um prejuízo efetivo de R$ 250.105,33 à vítima.

As apurações identificaram uma estrutura criminosa com divisão de tarefas e mecanismos utilizados para ocultar a origem ilícita dos recursos. Segundo a investigação, o esquema de lavagem de dinheiro funcionava em três etapas, envolvendo contas bancárias de passagem, transferências sucessivas e movimentações financeiras destinadas a dificultar o rastreamento dos valores.

O delegado Ayslan Magalhães informou que os presos foram encaminhados à Central de Flagrantes e ficarão à disposição da Justiça. Os investigados poderão responder por associação criminosa, fraude eletrônica e lavagem de capitais.



Fonte: SPP/PI